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Simulador de Taxa de Esforço

A taxa de esforço é um indicador importante na análise de um pedido de crédito à habitação. Calculá-la antes de avançar ajuda a perceber que parte do rendimento mensal fica comprometida com prestações de crédito e a avaliar se o novo encargo é sustentável.

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Saiba o que precisa de saber sobre a taxa de esforço.

O que é a taxa de esforço e como se calcula

A taxa de esforço simples representa a percentagem do rendimento líquido mensal do agregado familiar destinada ao pagamento de prestações de crédito. A fórmula é:

Taxa de Esforço (%) = (Total das prestações mensais ÷ Rendimento líquido mensal) × 100

Exemplo: com um rendimento líquido de 2.500 € e prestações mensais de 700 €, a taxa de esforço simples é de 28%. Este valor pode ser utilizado como ponto de partida para avaliar o equilíbrio do orçamento familiar.

1.1/ O limite de referência do DSTI em 2026

Nas avaliações de solvabilidade realizadas a partir de 1 de agosto de 2026, o limite de referência do rácio DSTI é de 45%. Este rácio inclui as prestações de todos os créditos e, quando aplicável, o impacto de um aumento da taxa de juro na prestação do novo empréstimo. A taxa de esforço simples apresentada neste simulador é apenas uma estimativa inicial.

1.2/ Como os bancos usam a taxa de esforço na análise de crédito

Na análise de um pedido de crédito à habitação, as instituições consideram as prestações dos créditos em curso, a prestação do novo financiamento e o rendimento líquido do agregado. Avaliam ainda outros elementos, como a estabilidade dos rendimentos, o histórico de crédito, o prazo, a idade dos mutuários e os seus critérios internos de risco.

Os limites da taxa de esforço em Portugal

Não existe um limite legal fixo para a taxa de esforço em Portugal. O que existe é uma recomendação macroprudencial do Banco de Portugal e as práticas habituais de cada instituição. Conhecer estes limites ajuda a preparar melhor o pedido de crédito.

2.1/ Os 35% como referência prudente

Uma taxa de esforço simples próxima ou inferior a 35% é frequentemente utilizada como referência prudente para o orçamento familiar. Não corresponde, porém, a um limite oficial de aprovação. A decisão depende da avaliação global de solvabilidade e dos critérios de cada instituição.

Exemplo: com um rendimento líquido de 2.500 €, uma taxa de esforço de 35% corresponde a prestações mensais totais de 875 €. Se já existirem outros créditos, a margem disponível para uma nova prestação será inferior.

2.2/ O limite de 45% e as exceções

Para avaliações de solvabilidade realizadas a partir de 1 de agosto de 2026, o limite de referência do DSTI é de 45%. As instituições podem ultrapassá-lo em até 10% do montante total de novos créditos concedidos em cada semestre, ao abrigo do princípio de “cumprimento ou explicação”. Esta margem não constitui um direito do cliente nem garante a aprovação.

Se já tem créditos e antecipa dificuldades no pagamento, contacte a instituição antes de existir incumprimento. No âmbito do Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI), a instituição deve avaliar os indícios de dificuldade financeira e, quando seja viável, apresentar soluções adequadas à situação do cliente.

A sua taxa de esforço está próxima do limite e quer perceber as opções?

Como reduzir a taxa de esforço antes de pedir crédito

Se a taxa de esforço calculada se revelar elevada, existem ações concretas que podem melhorar o perfil financeiro antes de formalizar o pedido de crédito. Agir com antecedência pode fazer a diferença entre a aprovação e a recusa.

3.1/ Aumentar o prazo do empréstimo para baixar a prestação

Um prazo mais longo pode reduzir a prestação mensal e a taxa de esforço, mas aumenta normalmente o total de juros pagos. A escolha deve equilibrar a sustentabilidade da prestação com o custo total do empréstimo e respeitar os prazos máximos aplicáveis.

3.2/ Amortizar outros créditos ativos antes de avançar

A amortização total ou parcial de créditos pessoais, automóvel ou responsabilidades de cartão pode reduzir os encargos mensais e melhorar a taxa de esforço. Antes de amortizar, confirme os custos aplicáveis e preserve uma reserva financeira adequada.

3.3/ Entrada mais elevada: impacto direto na prestação e no risco

Uma entrada mais elevada reduz o montante financiado e pode diminuir a prestação mensal e a taxa de esforço. Um rácio entre o empréstimo e o valor do imóvel mais baixo pode também influenciar as condições propostas, que variam consoante a instituição e o perfil do cliente.

Perguntas frequentes sobre Taxa de Esforço

Neste simulador são somadas as prestações mensais indicadas pelo utilizador e o resultado é dividido pelo rendimento líquido mensal do agregado. Na avaliação bancária podem ser consideradas outras responsabilidades registadas e critérios adicionais.

Não. Para avaliações de solvabilidade realizadas a partir de 1 de agosto de 2026, o limite de referência do DSTI é de 45%, com uma margem limitada de exceções. Cada instituição mantém critérios próprios e pode aplicar limites mais prudentes.

Não existe um valor ideal igual para todas as famílias. Uma taxa de esforço simples até cerca de 35% é frequentemente utilizada como referência prudente, mas deve ser avaliada em função do rendimento disponível, das despesas essenciais e da estabilidade financeira do agregado.

Podem ser considerados quando estão declarados e podem ser comprovados. A instituição analisa normalmente o histórico, a regularidade e a estabilidade desses rendimentos, podendo aplicar critérios prudenciais próprios.

As rendas declaradas e comprovadas podem ser consideradas pela instituição. A percentagem aceite e a documentação exigida variam consoante os critérios de cada banco.

Se a prestação aumentar ou o rendimento diminuir, contacte a instituição logo que antecipe dificuldades. O banco deve avaliar eventuais indícios de risco de incumprimento no âmbito do PARI e, quando seja viável, propor soluções adequadas. É importante agir antes de entrar em incumprimento.

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