Nasci no Garcia de Orta, no Pragal. Passei por Viseu, Évora, Montemor o Novo e Lisboa, e voltei a Almada. Não sabia que ia voltar, mas sempre quis ficar perto do mar.
Foi em Viseu e em Lisboa que fiz as amizades que ficaram, e ainda hoje volto a todos os sítios por onde passei, porque partir nunca foi fechar uma porta.
Em pequena era da bola, da praia, do desenho e do skate. Mas a escola que me formou a sério foram os Escuteiros. Comunidade 11 de São Jorge, onde fui guia de comunidade, e o Grande 700 ficou me para sempre no coração.
Foi lá que aprendi o que é bondade, o que é diversão e o que é ter os outros em conta. Nenhuma licenciatura me ensinou tanto.
Tirei artes visuais, estudei arquitetura, e o mundo foi trazendo o resto.
Hoje vivo entre dois gatos com opiniões muito próprias, passeios à beira mar e mini aventuras com o meu irmão mais novo, daquelas que me devolvem a infância que cresceu depressa demais.
Proteger a família é instinto. O chocolate é fraqueza assumida. Os filmes da Disney são investigação de mercado.
E prefiro sempre ouvir antes de falar seja o que for, o que, convenhamos, é raro o suficiente para ser mencionado.